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25 de maio de 2018

O desejo do psicanalista e a ética da psicanálise, de Leonardo de Miranda


Mais um texto inédito, escolhido e enviado pelo autor especialmente para os leitores do ViaFreud, continuando a comemoração dos 10 anos do blog!

Leonardo de Miranda é meu colega do doutorado na UERJ e coordena a Pós graduação que dou aula no Rio de Janeiro. Uma boa parceria de trabalho, que veio parar aqui no blog também!


“O desejo do psicanalista e a ética da psicanálise” 
Leonardo de Miranda Ferreira

Para situarmos historicamente a formulação do conceito de desejo do psicanalista, mencionemos brevemente o fato de que em meados do século XX a psicanálise sofreu uma grave apatia teórica provocada essencialmente pelo distanciamento entre os analistas e o texto freudiano. Os primeiros seminários proferidos por Lacan se basearam na empreitada de recuperar o legado e a teoria de Freud que passo a passo estava sendo destinada à profunda distorção. Um dos conceitos que melhor reflete essa produção pós-freudiana é o da contratransferência.
Tal conceito surge ocasionalmente no II Congresso de Nuremberg (FREUD, 1910b) e que não será precisamente elaborado por Freud ao longo de sua obra. Não obstante a pouca importância teórica dada pelo autor, os chamados pós-freudianos supervalorizaram a contratransferência até mesmo considerando como um dado positivo para o tratamento. Além da primeira citação, no pronunciamento feito em 1910b:

Tornamo-nos cientes da contratransferência, que nele [médico], surge como resultado da influência do paciente sobre os seus sentimentos inconscientes e estamos quase inclinados a insistir que ele reconhecerá a contratransferência, em si mesmo, e a sobrepujará. (FREUD, 1910b p. 130)

O termo aparece mais duas vezes apenas em um único texto de 1915 “Observações sobre o amor transferencial” (1915c). Nas parcas situações em que é mencionada, a contratransferência é tida mais como um problema a ser superado do que uma solução. É algo que aponta para a necessidade de um constante autoexame por parte do analista, a fim de evitar que suas questões inconscientes influenciem no tratamento do paciente. Assim, Freud (1910b) assinalava para o público de Nuremberg, a importância da análise pessoal de cada um, a medida em que os complexos inconscientes podem ameaçar o andamento de um trabalho clínico.
Entretanto, valendo-se de uma série de distorções, alguns analistas pós-freudianos sustentavam que os afetos em si poderiam ser utilizados não só para compreensão, mas para a interpretação mesma do analisando. Para eles, a contratransferência exerce um contrapeso à transferência do analisando, tendo em vista a partícula “contra” [gegen] que denota tanto uma situação paralela ou complementar, como uma oposição, uma reação contrária. A autonomia com que agiram em relação à obra deixada por Freud na elaboração de suas teses sobre a contratransferência é reconhecida até mesmo por esses autores. Temos, por exemplo, Melanie Klein, Paula Heimann e Heinrich Racker, este último considerado um dos maiores teóricos sobre o tema. Não há paralelo na psicanálise freudiana que sustente suas afirmações que indicam que os dados do inconsciente do analisando serão expressos no inconsciente do analista, que as vivências do analista terão íntima relação com o processo vivido pelo analisando. Para Racker (1982), o fato de a contratransferência enviar sempre ao inconsciente do outro – no caso, o do analisando - explica-se, por um lado, pela sua estreita articulação com a transferência, e por outro pelas próprias vivências internas inconscientes do analista, análogas, de alguma forma, às que o analisando experimenta.
E foi justamente se contrapondo a esse tipo de entendimento que Lacan elabora a noção de desejo do analista. Mostraremos aqui sua operação numa situação de início de tratamento a partir de uma vinheta clínica.
Maria, 51 anos, procura atendimento no ambulatório do setor de psicologia de um posto de saúde no município de Miguel Pereira, munida do encaminhamento do psiquiatra com quem faz tratamento há 4 anos. Ao entrar na sala de atendimento aguarda a instrução “fale livremente sobre o que lhe vier à mente” e diz: “O que vier à mente? Por onde devo começar? Bom, vou falar de mim, então. Tenho Síndrome do Pânico, tomo tais e tais remédios que já não fazem mais efeito na diminuição das minhas crises. Quero que elas acabem o mais rápido possível, por isso vim até aqui.” Faz um silêncio que não foi interrompido, então, saca de sua bolsa uma folha com o laudo médico e a descrição de seu quadro, põe em cima da mesa, dizendo: “É isso!”. O trabalho inicial com esta paciente foi fazê-la sair do silencio que o diagnóstico dado pelo psiquiatra a reservava. “Tenho Síndrome do Pânico” ou “sou Síndrome do Pânico” não falam por ela, nem sobre ela. Talvez, se submetido a um saber, a um manual nosológico, esta nomenclatura se associe algum significado. Mas não é isso que devemos ouvir num trabalho analítico, tampouco partimos de um saber já dado sobre o sujeito que o silencie de antemão e lhe traga respostas: ao marcarmos a segunda sessão, Maria me interroga: “Na semana que vem, você vai me ensinar a não ter mais essas crises?”
Mostra-se a expectativa de um saber que partiria da dedução do universal ao particular ou pela projeção do particular em universal. Desse modo, a nomeação das formas de sofrimento psíquico, segundo um vocabulário estático e normativo, apoiaria-se na exclusão da singularidade e no evento que caracteriza a estrutura dramática no qual o sofrimento pode ser apreendido. Entretanto, o analista não responde deste lugar que é marcado pela compreensão. O saber produzido em análise constitui-se a partir dos ditos do analisante, aliás ele reside unicamente nesses ditos. É o que se pressupõe na regra fundamental da análise: que o saber suposto está do lado do analisante e não do analista.
Por outro lado, se operássemos a partir do discurso do mestre, onde em tese há o saber total, onde não há dúvidas, o que fica escamoteado neste laço social é o que é primordial para fazer funcionar o discurso do psicanalista: $. No exemplo de Maria, que ao final da primeira sessão pergunta se no próximo encontro ela será ensinada a se livrar de suas crises, mais precisamente, do que há de aflitivo em seu sintoma, serve de exemplo para traçarmos esse contraponto. A estranheza demonstrada na porta de saída e, antes apresentada após a renovação do pedido para que falasse livremente, tendo já sido citado o quadro de sua doença, deveu-se ao fato de nada ter sido produzido após a convocação de um saber que deixasse de apontar para sua divisão. Em outras palavras, ao dizer “tenho síndrome do pânico” e ponto final, esperava-se uma série de orientações contra este mal-estar, conforme o que confidenciou na sessão seguinte: “Isso aqui é novo para mim, os médicos que eu procurei logo me receitavam alguma coisa depois que eu descrevia as minhas crises”.
 Dito de outra forma, a estranheza foi a partir da resposta dada (ou a falta dela) que divergia da habitual de acordo com a ordem médica que aqui aproximaremos do discurso do mestre. O médico (S1) se dirige a um saber-fazer, a uma autoridade absoluta, ao saber científico (S2), e o faz produzir seu objeto (a): o paciente enquanto corpo a ser tratado, destituído de sua subjetividade, apartada da verdade sobre sua divisão. O laço social construído no discurso médico evidencia a exclusão da consideração à subjetividade, seja do médico, seja do paciente. O propósito desse discurso é fazer o saber científico trabalhar para obter a satisfação da cura, de agir sobre o corpo doente, corpo em posição de objeto de cuidados.
Daí que podemos trabalhar com o significante “Procura” por um tratamento, numa Pró-Cura, cuja resposta a esta demanda dada pelo analista, marcada pelo discurso inaugurado por Freud, diverge das terapias e da ordem médica.
Se no campo médico, o sintoma é tomado como um sinal, um signo da doença, a forma visível da doença e não inclui o sujeito que fica dele exilado, para a psicanálise, o sintoma é lido como uma produção subjetiva, uma manifestação do inconsciente (FREUD, 1926b) e ao invés de ser silenciado, é chamado para a conversa.
Ora, será a falta que vai fazer o sujeito buscar análise e é ela que o faz falar. Portanto, há de se suportar a demanda, até porque a dimensão do desejo está para além da demanda. Daí a indicação de Lacan (1958) de que o analista deve ser um tanto “morto” e não cair no eixo imaginário para onde ele será sempre solicitado. O analista não compreende, mas supõe que há uma “outra coisa” no dito do paciente, já que o fundamento do discurso é um “mal-entendido”.
A que o sintoma está respondendo, que gozo isso vem delimitar? Sintoma que surge como significado, mas readquire sua dimensão de significante, implicando sujeito e desejo. A constituição do sintoma analítico é correlata ao estabelecimento da transferência. O analista se transforma gradativamente no destinatário do sintoma o que pressupõe que ele faça parte do sintoma, ou ainda, que ele esteja no lugar da causa do sintoma. Portanto, o analista não ocupa a posição da verdade, mas sim, a de enigma. Em consequência, o sujeito se dirige ao analista com a pergunta: “o que isso quer dizer?”
Sobretudo em seus Seminários VII, VIII, XI e em algumas de suas produções dos Escritos como “Direção do tratamento” e “Do Trieb e do desejo do psicanalista” Lacan nos fala a respeito do que considera a função essencial em torno da qual gira o movimento da análise: o desejo do analista. A princípio falar em desejo do lado do analista, não se coaduna com a ideia de que o único desejo em causa numa análise está do lado do analisante. De fato, o analista não funciona como sujeito, mas como objeto, fazendo-se semblante de objeto a, de modo que o desejo do analista, que está sendo abordado nessa mesa, não diz respeito à subjetividade do analista que seria afetada no contexto do tratamento. Mas o desejo do analista é o que viabiliza uma análise, o que quer dizer resumidamente, conduzir o sujeito ao término da análise, no confronto com o vazio o qual o desejo, como desejo do Outro, contorna. “Levar uma análise a seu término é se defrontar com esse limite, onde todo desejo tem início.” (RINALDI, 1996, p. 71).O desejo do analista é, portanto, ponto central da ética da psicanálise, fruto de um processo de final de análise, visto que no final de análise, temos um analista. “A ética da psicanálise é uma ética da castração, uma vez que não há nenhum bem, pois a Coisa não há” (RINALDI, 1996, p. 71).
O que preserva o desejo do analista é este dirigir-se não à demanda do analisante, frustando-a ou satisfazendo-a, mas sim, aos significantes que se revelam no próprio discurso do analisante os quais, mais do que decifrações, se propõem como novos enigmas no lugar dos sintomas, relançando assim o sujeito na direção da sua verdade e preservando, ao mesmo tempo, o lugar da falta.
No caso de Maria, já na quinta ou sexta sessão, durante seu esforço em fazer as mais minuciosas descrições das crises de pânico, surge um exemplo da escuta a qual nos dirige ao significante, orientados pela atenção flutuante e sustentada no desejo do analista: “Toda vez que eu preciso me posicionar em situações de conflito, eu sinto as crises. Eu não gosto de ter que me pronunciar, ter que confrontar alguém. Lembro que quando criança eu também era assim. Quando um professor me fazia alguma pergunta, eu não respondia, ficava em silêncio mesmo, porque aí, ele não me perguntaria mais e eu não precisaria falar nunca. Por mim, eu ficaria sempre no me canto, esquecida.” Se "(...)nada fazemos a não ser dar à fala do sujeito sua pontuação dialética(...)" (LACAN 1988/1953, p. 311), apenas perguntei: “Você queria ficar esquecida?” Decorreram-se alguns segundos em silêncio, até que ela mesma disse: “Esquecida de quê, né?” Saltamos de um silêncio a outro.

Leonardo de Miranda Ferreira é psicólogo formado pela UFRJ, Especialista em Psicanálise e Saúde Mental (UERJ), Mestre e doutorando em Psicanálise, Clínica e Pesquisa (UERJ). Coordena e leciona no curso de Pós-graduação em Psicanálise, Clínica e Cultura no Centro Universitário Celso Lisboa. É membro associado do Corpo Freudiano Escola de Psicanálise sessão Rio. 
Contatos: mirandaufrj@gmail.com e WhatsApp 99389-0932

16 de maio de 2018

Pós-graduação em Obesidade e Transtornos Alimentares - IPS e PUC Goiás

O IPS - Instituto de Pós-graduação em Saúde, referência de ensino e pesquisa na região Centro Oeste,  junto com a PUC Goiás, oferece o curso de Pós-graduação em Obesidade e Transtornos Alimentares

O curso acontecerá em Brasília e as aulas serão realizadas nas sextas, sábados e domingos. É destinado a psicólogos, psicanalistas e nutricionistas e tem como objetivo promover uma discussão sobre a atualidades dos transtornos alimentares, priorizando a discussão dos manejos clínicos possíveis no tratamento.
Estou fazendo parte do corpo docente, ministrando o módulo sobre as anorexias.

As inscrições já estão abertas através do site: http://www.ipscursos.com.br/pos-em-obesidade-e-transtornos-alimentares/






Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

20 de abril de 2018

Última entrevista de Clarice Lispector



Última entrevista de Clarice Lispector, dada ao jornalista Junio Lerner no programa Panorama, em 1977. Os vídeos que vocês podem assistir abaixo são da reapresentação da entrevista de 1977 no programa 30 Anos Incríveis da TV Cultura, em 1990, apresentados por Gastão Moreira em três partes.

A primeira se dedica a exibição de boa parte da entrevista original. A segunda parte, além da entrevista, conta também com a contribuição das biógrafas Nadia Battella Gotlib e Olga Borelli, que também foi sectária de Clarice por mais de 10 anos. Maria Bethania encerra o episódio recitando trechos de livros
A terceira parte exibe o final da entrevista original e trechos do filme A hora da Estrela, além de depoimentos de Suzana Amaral, diretora do filme.










Testemunho de Julio Lerner sobre sua experiencia de entrevistar Clarice Lispector.

"De minha sala na redação de “Panoma” até o saguão dos estúdios tenho que percorrer cerca de 150 metros. Estou tão aturdido com a possibilidade de entrevistá-la que mal consigo me organizar naquela curta caminhada. Talvez falar sobre A paixão segundo GH… Ou quem sabe sobre A maçã no escuro e Perto do coração selvagem… Vou recordando o que Clarice escreveu. Será que li tudo? Em apenas cinco minutos consegui um estúdio para entrevistá-la.
São quatro e quinze da tarde e disponho de apenas meia hora. Às cinco entra ao vivo o programa infantil e quinze minutos antes terei de desocupar o estúdio. Estou correndo e antes mesmo de vê-la a pressão do tempo começa a me massacrar. Não terei condições de preparar nada antes, nem mesmo conversar um pouco. Não poderei sequer tentar criar um clima adequado para a entrevista. Eu odeio a TV brasileira! Só meia hora para ouvir Clarice. O pessoal da técnica foi novamente generoso e se empenhou para conseguir essa brecha. Olho o relógio, não consigo me organizar, estou correndo, olho novamente o relógio. Estou desconcertado, atinjo o saguão dos estúdios e a vejo ali, dez metros adiante, Clarice de pé ao lado de uma amiga, perdida no meio do vaivém dos cenários desmontados, de diversos equipamentos e de técnicos que falam alto, no meio de um grande alvoroço.
Paro diante dela, estou um pouco ofegante, estendo-lhe a mão e sou atravessado pelo olhar mais desprotegido que um ser humano pode lançar a semelhante. Ela é frágil, ela é tímida, e eu não tenho condições para explicar que o problema do tempo elevou meus níveis de ansiedade. Clarice me apresenta Olga Borelli, entramos e a conduzo ao centro do pequeno estúdio. Peço para que ela sente numa poltrona de couro de tonalidade café-com-leite. Clarice segura apenas um maço de Hollywood e uma caixa de fósforos, providencio um cinzeiro, os refletores malditos são ligados. Clarice me olha. O olhar de Clarice me interroga, só disponho de uma única câmera, o olhar de Clarice suplica, Olga se ajeita numa lateral escurecida, chega Miriam, a estagiária do programa e fica encolhida e calada, o calor está ficando insuportável e o ar-condicionado não está ajustado, são apenas quatro e vinte, Clarice tenta me dizer alguma coisa mas não falo com ela, preocupado em ajustar uma questão de iluminação, o hálito da fornalha já nos atinge a todos, devemos ter agora no estúdio uns 50 ou 60 graus, maldita TV, bendita TV do terceiro mundo que me possibilita estar agora frente a frente com ela, Clarice me olha melindrosa, assustada e seu olhar me pede para que a tranquilize.
“OK, Júlio, tudo pronto”, a voz metálica vem da caixa dos alto-falantes. Peço a toda equipe para sair, cabo man, iluminador, assistente de estúdio, agradeço. Clarice percebe que caiu numa arapuca e já não há como voltar atrás. Peço silêncio e depois de uns dez segundos ecoa um “gravando”.
Não conversamos antes e disponho apenas de 23 minutos. Estou completamente desconcertado, fico um minuto em silêncio fitando Clarice. Estou oco, vazio, não sei o que dizer. Clarice me olha curiosa, mas vigilante, defendida. Sou o senhor do castelo e — prepotente — guardo comigo a chave desta prisão. Ninguém pode entrar ou sair sem meu expresso consentimento. Todos devem se submeter à minha autoritária vontade.
A fornalha arde, meu coração dispara, minha boca está seca e debaixo destes tirânicos mil sóis sou o maior dos tiranos. Começa a entrevista. A entrevista avança. Seus olhos azuis-oceânicos revelam solidão e tristeza. Clarice está nua, não há perdão, Clarice agora está encapotada, ela se deixa agarrar, mas logo escapa, e volta, e me pega, e me sugere o longe, o não dizível, depois se cala. E quando nada mais espero, ela volta a falar. Faço uma antientrevista, pausas, silêncios, Clarice agora está fugindo para uma galáxia inabitada e inatingível, mas volta em seguida e, tolerante, suporta toda a minha limitação.
Acho que ela vai se levantar a qualquer instante e me dizer: “Chega!”. Clarice pressente que por trás de meu sorriso aparentemente compreensivo e de minha fala suave esconde-se um ser diabólico autodenominado “repórter” e que quer possuir sua intimidade. Seu corpo exprime receios, ela me afasta, mas de novo me atrai, suas pernas se cruzam e se descruzam sem parar e telegrafam que de repente ela poderá se levantar e partir."


Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

13 de abril de 2018

Jacques Lacan completaria hoje 117 anos ...



"O neurótico é um doente que se trata com a palavra, e acima de tudo, com a dele. Ele deve falar, contar, explicar-se a si próprio. Freud define a psicanálise como a assunção da parte do sujeito de sua própria história, na medida em que ela é constituída pela palavra endereçada a um outro
A psicanálise é a rainha da palavra, não há outro remédio." 
(Entrevista para revista Panorama, Itália, 1974) 




Sorbonne junho/1974 - Conferência sobre Joyce




Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

13 de março de 2018

Pos graduação em Psicanálise da Celso Lisboa

Quando o projeto é bom, a gente faz questão de divulgar! Faço parte do corpo docente da Pós graduação em Psicanálise e assino embaixo quanto à seriedade, comprometimento com a psicanálise e com os alunos. 

A próxima turma começa em abril e as aulas acontecem de quinze em quinze dias, aos sábados.  
As inscrições devem ser feitas diretamente com o Prof. Leonardo Miranda, coordenador do curso, no telefone (21) 99389-0932.
Os alunos indicados pelos professores têm 50% de desconto na mensalidade!




5 de março de 2018

Diálogos do Lacaneando - Alma, Amor e Desejo

O Diálogos do Lacaneando abre suas atividades de 2018 em Curitiba, com o tema ALMA, AMOR E DESEJO. O evento, que acontece na Livraria da Vila, é organizado pela jornalista e psicanalista Patrizia Corzetto e, dessa vez, conta com a presença das psicanalistas Ana Suy e Tatiana Assadi, e do músico José Eduardo Costa e Silva.

Conheço o projeto de perto e recomendo a todos que se interessam pelo tema. Participei em 2015 em São Paulo, em 2016 e 2017 em Curitiba e retorno agora em 2018 para São Paulo para mais uma manhã regada a psicanálise, filosofia e muita gente boa compartilhando suas experiencias clínicas, suas pesquisas e seu amor pela psicanálise. 





Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.